Instalando o ambiente LAMP

Aprenda a instalar o ambiente de programação do PHP no Linux

Todo programador precisa saber “levantar” seu próprio ambiente de trabalho, me refiro a instalar os programas necessários para começar o desenvolvimento. Não pense que existe um tutorial mágico que lhe ensinará a fazer essas coisas rapidamente, porque realmente não existe.

Pouco se discute sobre o ambiente de desenvolvimento, mas um pensamento é unânime: “o ambiente de desenvolvimento deve simular ao máximo o ambiente de produção”. Atualmente, utilizamos o Vagrant, ele isola sua máquina da máquina de desenvolvimento. Não vou cobrir o Vagrant, porque para quem está começando, é importante aprender a instalar primeiro em seu próprio desktop (apesar desse não ser o ideal).

E o pessoal do Windows?

Para o pessoal Windows eu sugiro a instalação do [WAMP], procure por "wamp server". Ele já instala tudo no estilo "next, next, next, finish": apache, mysql, php, phpmyadmin. Irá faltar apenas o x-debug.

LAMP, WAMP, XAMP, que negócio é esse?

Todo esse processo roda sobre um sistema operacional, podendo ser tanto o Linux como o Windows. Quando utilizamos o Linux, diz-se que a arquitetura é a LAMP (Linux, Apache, Mysql e PHP), quando utilizamos o Windows, diz-se que a arquitetura é WAMP (Windows, Apache, Mysql e PHP) e quando ela é híbrida, garantindo assim seu funcionamento tanto no windows como no Linux, diz-se XAMP, onde o “X” representa o sistema operacional.

Instalando o PHP

Na sequência instalamos o php, no terminal do Ubuntu digite:

apt-get install php5 libapache2-mod-php5

No terminal do Fedora digite:

yum install httpd php php-common

Para testar o PHP, crie um arquivo com o nome index.php conforme mostrado abaixo e salve em /var/www (Ubuntu) e /var/www/html (Fedora).

É preciso ser root para inserir arquivos nesta pasta.

<?php
// index.php
echo phpinfo(); 
?>

Este arquivo dá um "print" no resultado da função phpinfo(), essa função traz dados preciosos sobre a instalação. Abra o navegador e digite novamente http://localhost, agora aparecerá a tela do PHP e as informações da instalação.

Neste momento, é aconselhável instalar alguns módulos complementares que serão úteis no futuro. Com o tempo você descobrirá os "seus" pacotes. Mas por enquanto instale estes:

no Ubuntu...

apt-get install php5-mysql php5-curl php5-gd php5-idn\ php5-dev php-pear

no Fedora...

yum install php-pecl-apc php-cli php-pear php-pdo php-mysql php-pgsql php-pecl-mongo php-pecl-memcache php-pecl-memcached php-gd php-mbstring php-mcrypt php-xml

Para que o Apache, juntamente com o módulo do PHP execute os scripts, eles devem ser ser salvos no “documentroot” (raiz do documento). “DocumentRoot” nada mais é do que a pasta na qual o servidor “sabe” que contém arquivos nos quais ele deve ler e interpretar. Por padrão, no Linux a pasta é /var/www (Debian e derivados) e /var/www/html (RedHat e derivados).

É possível alterar este local configurando diretamente o arquivo /etc/ini.d/conf.d. Após realizado a configuração, devemos parar o servidor e reiniciá-lo e prestar atenção para ver se ele não dará nenhuma mensagem de erro. Também é possível forçar o reinicialização sem precisar parar o servidor, evitando deixá-lo fora do ar. Essa tarefa fica por sua conta, ok?

Além das configurações do Apache pode-se alterar as configurações do próprio PHP. Para isto basta encontrar o arquivo php.ini e alterar o que for necessário. Normalmente configura-se o ambiente de desenvolvimento para que seja exibido todos os erros e o que mais preferir.

Leia mais sobre como instalar o PHP na seção Linux .

Alterando o php.ini

No terminal é possível utilizar alguns editores de textos como o "vi" (que já vem instalado) ou o "vim" e o "nano" (que devem ser instalados). Eu gosto de utilizar o nano pois ele é mais fácil. Instale o "nano" digitando:

apt-get install nano // ubuntu
yum install nano     // fedora

Com o nano instalado, digite:

nano /etc/php5/apache2/php.ini // ubuntu
nano /etc/php.ini              // fedora

Procure as linhas a seguir e altere como se segue:

error_reporting = E_ALL
display_erros= On
display_startup_erros = On
track_erros = On
html_erros = On

Salve o arquivo digitando CRTL+O, confirme pressionando ENTER e feche o arquivo digitando CTRL+W_. O nano é muito fácil, diz aí? Reinicie o apache:

/etc/init.d/apache2 restart // ubuntu
systemctl start httpd.service // fedora

Instalando o X-Debug

O X-debug é uma ferramenta útil pra cara... Ele ajuda a formatar a saída dos dados e é possível utilizá-lo com a interface do NetBeans. Neste momento, talvez você não entenda o que ele é, nem seu potencial, mas aproveite para instalá-lo agora. Um dia você ainda vai me agradecer, rssss. Com o PECL(pear) pode-se instalar novos pacotes no estilo apt-get, no caso vamos instalar o pacote x-debug no Ubuntu:

pecl install xdebug

Onde será que o Linux gravou a extensão x-debug? Digite e anote o caminho:

find / -name 'xdebug.so' 2> /dev/null

Agora, precisamos dizer ao PHP que o x-debug existe. Par tal, é preciso incluir um linha no final do arquivo php.ini.

Abra novamente o php.ini:

nano /etc/php5/php.ini

No final do arquivo ou no fim da seção "extensões" inclua a seguinte linha:

zend_extension = caminho_anotado

Reinicie o apache (o comando nós já vimos).

A instalação no Fedora é mais fácil, bastam 2 linhas...

yum install php-pecl-xdebug
systemctl restart httpd.service

Leia mais sobre como instalar o x-debug na seção Linux.

Fechando a conta

Anotou tudo que instalamos até aqui? vamos lá:

Com o sistema Linux instalado, definimos uma senha para o root.
Atualizamos o sistema (linux).
Instalamos o módulo php e alteramos o php.ini para exibir os erros.
Instalamos o x-debug para nos ajudar na debugação.

Ufa!!! Mas ainda falta algumas "coisinhas". Ainda temos o editor de código, o controlador de versão, os navegadores e seus plugins, e etc.. Só que neste ponto, a escolha dos aplicativos é uma questão pessoal, então fica apenas a sugestão.

Como editor de código eu sugiro o Netbeans, ele é open source e tem umas funcionalidades muito interessantes. Para instalá-lo é preciso, primeiramente, ter o java (JDK) previamente instalado. Tente instalar a versão openJavaX (onde x é a versão do java) via Softer Center (ainda estamos no ubuntu).

Atualmente, o controle de versão mais utilizado e divulgado é o Git, aprenda mais sobre este controlador de versão na seção Git.

Como navegador eu sugiro o Firefox e não se esqueça dos plugins Firebug e WebDeveloper eles quebram um galho enorme.

Espero que você tenha sobrevivido!

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